Como fazer Repelente caseiro

Repelente caseiro: aprenda essa alternativa para espantar o mosquito da dengue

Com a chamada: “Além de ser um problema nacional, a dengue também preocupa as autoridades do planeta inteiro”, Ana Maria convocou o público para debater a doença. A apresentadora contou com a ajuda do Dr. Guilherme Furtado para mostrar a receita de um repelente caseiro aos telespectadores. Ana Maria ainda conversou com o médico sobre prevenção, sintomas e tratamento da dengue.

“Uma receita de repelente está bombando na internet”, destacou a apresentadora, que leu a carta da mãe da atriz mirim Blenda Diniz – que fez sucesso como a personagem Maria, em Araguaia – evidenciando a eficácia do produto caseiro.

Depois, Ana Maria convidou o Dr. Guilherme para uma conversa sobre o assunto. O médico mostrou o teste que fez com o repelente caseiro. Primeiro, ele demonstrou o modo de preparo do produto, passo a passo. Em seguida, Dr. Guilherme testou o repelente, provando que a receita realmente espanta o mosquito da dengue.

“Alguns mosquitos paravam na minha mão, mas acabavam indo embora”, contou o médico para Ana Maria. “A gente não tem uma comprovação científica disso. Esse produto não tem nada químico, como os repelentes de mercado”, alertou a apresentadora que, logo após, fez uma comparação de preços entre o repelente caseiro e o industrializado. “Se você somar tudo vai dar no máximo R$ 8”, avisou.

“Você sabia que , por ano, cerca de cem milhões de pessoas no mundo pegam dengue? No Brasil, 16 estados estão correndo o risco de uma epidemia”, ressaltou a apresentadora. Dr. Guilherme falou sobre os sintomas da doença: “A dengue tem um início súbito, a pessoa está bem e de repente ela tem uma febre e começa a passar mal, tem dores ao redor dos olhos, nas articulações, ou seja, mais na região ocular. Ela também vai ter dor no corpo, nas juntas, e começa a aparecer umas manchinhas vermelhas, mas isso já é sintoma de dengue hemorrágica”.

Ana Maria questionou a diferença entre os sintomas da dengue clássica e hemorrágica. “A dengue clássica apresenta dor de cabeça, no corpo, nas articulações, febre alta, pode ter diarréia e vômito. Se a dengue for hemorrágica, além desses sintomas, três ou quatro dias depois você pode sentir mais cansaço, sensação de desmaio ao se levantar e também perceber as manchinhas vermelhas. A dengue hemorrágica não é necessariamente uma hemorragia, você pode ter só um sangramento na gengiva, ou algo assim”, explicou o médico.

Ana Maria perguntou: “Mas se tiver só o sangramento, sem os outros sintomas, não precisa se preocupar?”. Dr. Guilherme disse que não, que o sangramento isolado sem os outros sintomas não configura a dengue.

Quando questionado sobre o tratamento, o médico explicou: “Hidratação, ou seja, muita água. Vale também fazer a receitinha do soro caseiro, porque vale a pena. Quando você tiver uma suspeita de dengue comprovada, você tem que beber água quatro vezes a mais do que você bebe normalmente”.

APRENDA A FAZER O REPELENTE CASEIRO:

1/2 litro de álcool

1 pacote de cravo da índia (10 gr)

1 vidro de óleo corporal (100ml)

MODO DE PREPARO

Deixe o cravo curtindo no álcool por 4 dias, agitando de manhã e de tarde; depois pegue só o líquido dessa mistura e adicione o óleo corporal (pode ser de nenê, amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera). Está pronto o repelente caseiro!

-alcool 1 litro custa cerca de 5.34 reais

-óleo 200 ml custa cerca de 13 reais

-pacote de 40 gramas de cravo custa cerca de 4,44 reais

Mitos e erros sobre o mosquito da dengue

1 – Ar condicionado e ventiladores matam o mosquito – mentira!

Quando se usa o ar condicionado a temperatura e a umidade baixam, isso inibe o mosquito. Ele tem mais dificuldade para detectar onde estará a possível vítima de sua picada. Porém não morrerá. Estes aparelhos apenas espantam o mosquito que poderá voltar em outro momento.

2 – Para matar os ovos do mosquito, basta secar os reservatórios de água parada – mentira!

Não é apenas o simples ato de secar os reservatórios de água parada que irá impedir o mosquito da dengue de se reproduzir. é preciso desinfetar com água sanitária, pois o ovo ainda pode ser manter “vivo” por mais de um ano sem água.

3 – Repelentes são fundamentais no combate à dengue – mentira!

Repelentes (este caseiro ou o industrializado) as velas de citronela ou andiroba, têm o efeito de afastar o mosquito e não eliminar.

4 – Tomar vitamina b afasta o mosquito – mentira!

Apesar de ser verdade, que o mosquito é atraído pelo gás carbônico exalado pela respiração da pessoa, a ingestão de vitamina b – alho ou cebola também – (que têm cheiro eliminado pela pele) não é uma medida eficaz de combate à dengue.

Tomar vitamina-b usado para afastar o “borrachudo” pode afastar mosquito, mais isso acontece de acordo com o metabolismo de cada pessoa, podendo até não ter efeito algum.

5 – Qualquer picada do mosquito transmite o vírus da doença – mentira!

Primeiramente é necessário que o mosquito esteja contaminado. Além disso, cerca de metade das pessoas picadas não desenvolvem a doença. Entre 20 e 50% vão desenvolver formas subclínicas da doença. ou seja, sem apresentar sintomas. Mesmo assim, é importante em caso de dúvida ou qualquer suspeita procurar o posto de saúde mais próximo.

6 – Borra de café na água das plantas mata os ovos do mosquito – mentira!

A borra de café só é eficaz no combate ao mosquito da dengue em quantidades muito elevadas. Na prática a larva do Aedes Aegypti se desenvolve em água suja de borra de café. Ao invés de usar a borra, tente eliminar os pratos dos vasos, ou coloque areia até as bordas. Lave também os pratos com bucha e sabão semanalmente. Isso sim é eficaz contra a dengue.

7 – As larvas do mosquito só se desenvolvem em água limpa – mentira!

Embora as fêmeas do Aedes Aegypti tenham preferência por depositar os ovos em recipientes com água limpa, elas também podem colocá-los em criadouros com água suja e parada. Então ara combater a dengue, o importante é acabar com qualquer reservatório de água parada, seja limpa ou suja.

RS tem 4,4 mil casos de dengue

Novo boletim do Centro Estadual de Vigilância em Saúde indica o registro de seis novos casos de dengue ontem no Estado. O total agora é de 4.461 casos. Os municípios de Ijuí e Santo Ângelo mantiveram os mesmos números – 3.376 e 225 casos. Os registros em Santa Rosa passaram de 216 para 219. As demais notificações estão distribuídas em outros municípios do Estado.

Dengue avança no Brasil em 2010

O verão quente e chuvoso na maior parte do Brasil trouxe consequências para o quadro epidemiológico da dengue. Em 12 dos 27 Estados do país houve aumento no número de casos registrados da doença, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde até o dia 6 de março. As maiores altas ocorreram em São Paulo e no Mato Grosso, onde os casos registrados nos primeiros três meses do ano foram 12 vezes maiores que os do mesmo período do ano passado. Apesar disso alguns Estados, principalmente das regiões Norte e Nordeste, tiveram bons resultados, com quedas de quase 90% na mesma base de comparação. No geral do país, a alta é de 72% no primeiro trimestre.

São Paulo registra 911 casos locais de dengue

A cidade de São Paulo registrou neste ano o segundo maior número de casos de dengue desde 2005. Balanço divulgado nesta segunda-feira (19) pela Secretaria Municipal de Saúde contabiliza 911 casos autóctones (quando a infecção ocorre no município) e 585 importados. O balanço corresponde às notificações feitas de 1º de janeiro ao dia 14 de abril. No levantamento anterior, até o dia 7, o total de contágios na cidade atingia 741 e o de importados, 574.

A soma de infecções dentro da capital é superada apenas pelo resultado de todo o ano de 2007, quando foram registrados 2.624 casos. Nos demais anos, oscilou entre 37 e 466. O dado referente só ao de casos importados fica atrás dos anos de 2007, com 1.029 doentes, e de 2006, com 834.

“O aumento deve-se às condições climáticas atípicas, que são favoráveis ao mosquito”, diz a coordenadora do Programa Municipal de Combate e Controle de Dengue, Bronislawa de Castro. Segundo ela, além da sequência de chuvas e do forte calor, a volta de paulistanos de cidades com altos índices da doença também contribuiu para a expansão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jovem morre com suspeita de dengue hemorrágica em Ribeirão Preto, SP

Um jovem de 22 anos morreu nesta terça-feira em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, com suspeita de dengue hemorrágica. O rapaz que é de Orlândia estava internado há seis dias no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto.

Segundo o coordenador de Saúde de Orlândia, Sérgio Bruno Domingos de Oliveira, a cidade tem 161 casos da doença confirmados em 2010. Em Ribeirão Preto, a dengue já matou três pessoas este ano e 11.904 ficaram doentes.

Minas já tem quase 100 mil casos notificados de dengue

A dengue continua causando preocupação em Minas Gerais e obrigando as autoridades da área de saúde a reforçar o combate ao mosquito transmissor da doença em municípios como Carangola, na Zona da Mata, onde já foram notificados 3,4 mil casos de dengue, com cinco mortes suspeitas. Em todo o estado, já são 98.315 notificações de dengue, com 17 mortes confirmadas e 34 sob investigação.

Dos 17 óbitos confirmados, seis foram causados pela forma hemorrágica da doença e 11 por complicações da dengue comum. Entre as 34 mortes em investigação, todas suspeitas de dengue hemorrágica, o maior número foi registrado na capital (seis), seguido por Carangola (cinco) e Bom Despacho (duas).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), desde novembro o número de notificações da doença tem aumentado muito, em decorrência da incidência maior das chuvas e do aumento da temperatura, o que oferece boas condições para a reprodução do vetor da doença. Agora, com a chegada do outono e a diminuição das chuvas, a expectativa é que o índice de infestação se reduza.

Mas, mesmo com o fim do verão, os cuidados para prevenir a doença continuam nos 20 municípios de Minas que respondem por 66,9% das notificações da dengue. Um deles é Carangola, na Zona da Mata. Em virtude do aumento de casos de dengue na cidade, um veículo equipado para fazer fumacê e técnicos da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Manhumirim foram enviados para lá.

Agentes de combate a endemias que atuam na força-tarefa montada pelo governo do estado também estão no município, atuando nas ações de controle da doença.

Dengue Hemorrágica

A Dengue Hemorrágica é uma doença gravíssima e é caracterizada por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Dengue hemorrágica sintomas

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Fotos Dengue hemorrágica

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos contaminados por um flavivirus e ocorre na América Central, na América do Sul e na África.

No Brasil, a febre amarela pode ser adquirida em áreas silvestres e rurais de regiões como Norte e Centro-Oeste, além de parte do Sudeste, Nordeste e Sul. Ou seja, o indivíduo entra em regiões onde exista o mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus e, conseqüentemente, sofre a possibilidade de ser picado por algum desses mosquitos já afetado pelo vírus, que possivelmente fora contraído pela picada em um ser já portador, como a espécie de bugio ou outros tipos de macacos, e, em seguida, o mosquito pica a pessoa que ainda não teve a doença e, portanto, não adquiriu defesas naturais para combater o vírus. A febre amarela urbana é considerada erradicada no Brasil desde 1942, o que significa que grandes centros urbanos não correm o risco de propagação em massa do vírus.

(Vírus da febre amarela) Pertence à família dos flavivirus, e o seu genoma é de RNA simples de sentido positivo (pode ser usado directamente como um RNA para a síntese proteica). Produz cerca de 10 proteínas, sendo 7 constituintes do seu capsídeo, e é envolvido por envelope bílipidico. Multiplica-se no citoplasma e os virions descendentes invaginam para o retículo endoplasmático da célula-hóspede, a partir do qual são depois exocitados. Tem cerca de 50 nanómetros de diâmetro.

Muitos danos são causados pelos complexos de anticorpos produzidos. O grande número de vírus pode produzir massas de anticorpos ligados a inúmeros vírus e uns aos outros que danificam o endotélio dos vasos, levando a hemorragias.

Os vírus infectam principalmente os macrófagos, que são células de defesa do nosso corpo.

Cólera

A cólera (ou cólera asiática) é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou bastonete que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.

Transmissão da Cólera

A cólera é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos. São necessários em média 100 milhões de víbrios (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes números na passagem pelo estômago.

Malaria

A malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.

A malária mata 3 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

A designação paludismo surgiu no século XIX, formada a partir da forma latinizada de paul, palude, com o sufixo -ismo. Malária é termo de origem italiana que se internacionalizou e que surge em obras em português na mesma altura. Termo médico tradicional era sezonismo, de sezão, este atestado desde o século XIII. Existem muitas outras designações.

Transmissão da Malária

A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.

O mosquito da malária só sobrevive em áreas que apresentem médias das temperaturas mínimas superiores a 15 °C, e só atinge número suficiente de indivíduos para a transmissão da doença em regiões onde as temperaturas médias sejam cerca de 20-30 °C, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.