Ribeirão Preto-SP enfrenta epidemia de dengue

São Paulo – Ribeirão Preto, a cerca de 340 quilômetros de São Paulo, vive uma epidemia de dengue, com 105 casos confirmados desde o dia 1º deste mês. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a cada dez exames realizados, quatro são positivos. Há ainda outros cerca de 150 casos suspeitos, que dependem de exames.

Em todo o mês de janeiro do ano passado, a cidade registrou 41 casos da doença, de acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde. A pasta informou que, nos próximos meses, três regiões devem receber especial atenção da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) – Araçatuba, São José do Rio Preto e Ribeirão. O calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Cidades que registraram alto índice de Breteau – usado para medir a infestação por larvas do mosquito – vão receber campanhas de conscientização sobre o Aedes. Potim, a 170 quilômetros da capital paulista, registrou um índice quatro vezes maior que a segunda cidade no ranking e mereceu uma análise especial da Sucen.

Também receberão campanhas informativas Francisco Morato, Iguape, Guarujá, Conchas, Mococa, São Joaquim da Barra, Três Fronteiras, Araçatuba, Presidente Venceslau, Bauru e o bairro de Vila Sônia, em São Paulo.

Prevenção da Dengue

A Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto tenta acabar com os focos do mosquito por meio de uma força-tarefa, mas enfrenta dificuldades porque 28% das casas ficam fechadas. Para ter mais rapidamente o resultado dos exames, os agentes de saúde também montaram uma espécie de brigada. Eles percorrem as unidades de atendimento duas vezes ao dia recolhendo as amostras de sangue de pessoas com suspeita de dengue e encaminham ao laboratório municipal.

“Nos organizamos para uma situação de emergência. Dobramos a carga horária para dar conta da demanda porque estamos recebendo uma média de 40 exames por dia”, disse a encarregada do laboratório, a biomédica Elaine Manini Minto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Composição da água atrai mosquito

A composição físico-química da água tem ligação direta com a infestação por larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A constatação foi possível depois de um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entre julho e agosto do ano passado, em Potim, município do Vale do Paraíba. Lá foi constatado o maior Índice de Breteau (valor que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada nas habitações humanas) no Estado.

Pesquisadores da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), responsável pelo auxílio aos municípios no controle da dengue, ficaram intrigados pelo fato de que apesar das ações de combate ao mosquito, a infestação permanecia alta em Potim. As caixas d’água das residências abastecidas pela prefeitura local por meio de coleta de água em poços profundos, que recebiam cloração e fluoração, apresentavam altos índices de positividade em relação à presença de larvas do Aedes aegypti. Por outro lado, nas moradias que usavam água de poços rasos ou cacimbas, o problema não existia.

Mas o mistério foi desvendado. Os pesquisadores descobriram na análise físico-química que a concentração de nitrogênio amoniacal da água da cidade ficou em 1,93 mg/l (o máximo permitido em portaria do Ministério da Saúde é 1,5 mg/l). “O estudo indicou que a alta concentração de nitrogênio amoniacal atraiu o Aedes aegypti para a oviposição. A volatilização dessa substância provavelmente foi o atrativo químico responsável pela orientação do voo das fêmeas grávidas em direção aos recipientes onde colocaram seus ovos”, disse Gisela Rita Alvarenga Marques, pesquisadora da Sucen responsável pelo estudo.

Segundo ela, o resultado da pesquisa aponta a necessidade de os municípios com captação de água de poços profundos mudarem a forma de abastecimento por intermédio da implantação de estações de tratamento de água de superfície, visando a oferecer água de melhor qualidade para a população e reduzindo os riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Mais uma criança vítima da dengue hemorrágica em Mato Grosso

Dengue

Após a morte de uma criança de seis meses de vida, a dengue hemorrágica continua fazendo vítimas em Mato Grosso: matou mais um menor, o o garoto J. G. O. J., de oito anos, que residia em Rondonópolis, Sul do Estado. Ele morreu na sexta-feira, após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal Infantil (PA Infantil), anexo ao Hospital Regional de Rondonópolis.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Valdecir Feltrin, nesse caso mais recente, o menino havia sido levado, inicialmente, ao PA Infantil na terça-feira (12/01). No entanto, segundo ele, os exames feitos não acusaram gravidade e, por isso, a criança voltou para casa. O secretário explicou ainda que, na quinta-feira (14/01), o menino começou a apresentar vômito, mas permaneceu em casa. Já, nesta sexta-feira, após o almoço, repassou que a mãe levou o garoto ao PSF do Monte Líbano, mas a médica já observou que a criança estava em estado de choque, sendo levada para o PA Infantil.

Valdecir Feltrin argumentou que os médicos do PA Infantil tentaram reanimar a criança e entubá-la, mas entende que a mesma deveria estar no Hospital Regional, devido à complexidade do caso. O secretário repassou que o problema é que o Hospital Regional não recebeu o garoto por falta de pediatra, já que a unidade não tem fechado uma escala contínua desse tipo de profissional. Aliás, Feltrin criticou a postura do Estado em insistir que o PA Infantil seja referência de alta complexidade na área pediátrica. “O Regional está entendendo assim, mas a referência [de alta complexidade] são eles”, avaliou, observando que o PA Infantil é referência apenas para baixa complexidade.

Diante da ausência do Estado, Feltrin externou que agora o Município também vai ter de se preocupar em montar uma estrutura especial para atendimento às crianças. Mesmo assim, alertou que a dengue é uma doença traiçoeira. Tanto é que lembrou que a doença é confirmada, via exame, apenas no quinto dia após o início dos sintomas. Nesse sentido, externou que deve haver um monitoramento constante da evolução dos sintomas, sendo importante que as pessoas busquem rapidamente o atendimento médico.

Sergipe tem primeiro caso de dengue hemorrágica

ARACAJU – O menino Davi Alves de Souza, de 1 anos e 5 meses, que está internado no Hospital João Alves (HUSE), é o primeiro de dengue hemorrágica em Sergipe registrado este ano. Segundo as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde já há vários casos da doença notificados, mas nenhum havia sido confirmado. O caso revela que a população não está tomando os cuidados para evitar o surgimento de focos do mosquito Aedes Aegypti.

O Bairro Atalaia, por exemplo, é um dos que podem ter maior incidência de focos. Isso por conta do grande número de terrenos baldios, com lixo acumulado. De acordo com o que foi noticiado pelo Emsergipe.com no último dia 16, nessa região é possível observar a existência de copos descartáveis, garrafas pet, caixas de isopor, e até pneus jogados nos terrenos, numa rápida ronda.

A gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá, informou que o local onde mora o menino Davi e sua família, na cidade de Lagarto, foi visitado recentemente por equipes da Vigilância Sanitária, a fim de conscientizar as famílias que moram na região. Mas para surpresa da equipe, que retornou ao local após a suspeita do caso de dengue hemorrágica, a maioria das casas tinha foco do mosquito.

- A população precisa entender que para controlar essa doença é necessário a colaboração de todos, e que 60% desse controle é a própria sociedade que deve fazer – disse ela.

Além de evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, e deixar a caixa d’água bem tampada, é necessário prestar a tenção em todos os recipientes que podem acumular água, como bandejas de gelo da geladeira ou freezer e na do ar condicionado, entre outros.

Falta de água acaba piorando problema da dengue no Maranhão

SÃO LUÍS – No Maranhão, falhas no abastecimento de água da capital têm provocado problemas de saúde. Um deles, por causa da necessidade de armazenar água. Em boa parte de São Luís, o abastecimento é feito por caminhão-pipa. Pelos próximos dois meses, 170 comunidades da capital vão conviver com esse problema e com outro ainda mais grave. É que muita gente resolveu guardar água em recepientes sem tampas. Foi onde o mosquito da dengue encontrou o ambiente perfeito para se reproduzir.

- Eu sei que a gente tem que armazenar água, mas vamos tomar cuidado com os reservatórios de água, porque a situação está ruim – disse a agente de saúde Isabel Abreu.

Segundo o Ministério da Saúde, o armazenamento de água nestas condições é responsável por 94% dos focos de mosquito em São Luís. Em uma única lata de tinta destampada, os agentes encontraram 25 pupas, o último estágio antes de nascerem os mosquitos. Mais três dias na água e virariam insetos transmissores da dengue.

- Já pronto para picar, para eclodir, é uma tristeza – lamentou o agente de saúde Demézio Rodrigues.

Homeopatia é usada contra a dengue

Além de campanhas pela conscientização contra a dengue, Macaé , no Rio de Janeiro, tem mais uma aliada na luta contra a doença: gotinhas de homeopatia. O remédio age contra os sintomas da dengue.
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Dúvidas Dengue

1. O que é Dengue?
A Dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti.

2. Quanto tempo depois de ser picado aparece a doença?
Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.

3. Quais são os sintomas da Dengue?
Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça.Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e em alguns casos, sangramento, mais comum na gengiva.

4. O que devo fazer se aparecer alguns desses sintomas?
Buscar o serviço de saúde mais próximo.

5. Como é feito o tratamento da Dengue?
Não há tratamento específico para o paciente com Dengue clássica. O médico deve tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e beba bastante líquido. Já os pacientes com Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o 3º dia da doença. A pessoa deixa de ter febre e isso leva a uma falsa sensação de melhora, mas em seguida o quadro clínico do paciente piora. Em casos menos graves, quando o vômito ameaçar causar desidratação, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. Alguns dos sintomas da Dengue só podem ser diagnosticados por um médico.

6. A pessoa que pegar Dengue pode morrer?
Sim. A Dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo, a pessoa não corre risco de morte.

7. Quais os cuidados para não se pegar Dengue?
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos nesse local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo o que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.

8. O que devo fazer para evitar o mosquito da Dengue?
Para evitar o mosquito da Dengue é preciso eliminar os focos do Aedes. Use mosquiteiros e principalmente telas nas janelas. Use roupas que cubram maior parte do corpo. Veja as dicas de prevenção.

9. Depois de termos Dengue, podemos pegar novamente?
Sim, podemos, mas nunca do mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras 3 formas conhecidas do vírus da Dengue.

10. Posso pegar Dengue de uma pessoa doente?
Em hipótese alguma. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.

11. Quantos tipos de vírus da Dengue existem?
São conhecidos 4 sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.

12. Existe vacina contra a Dengue?
Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme nesse propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a Dengue em 5 anos. A vacina contra a Dengue é mais complexa que as demais. A Dengue, com 4 vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.

13. Por que essa doença ocorre no Brasil?
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença. Ano passado, o mundo teve 100 milhões de casos notificados, com 80 mil óbitos.

14. Onde o Aedes aegypti gosta de ficar?
O Aedes aegypti é um mosquito caseiro. Prefere ficar em áreas fechadas e atacar na região das pernas, embaixo das mesas, próximo ao chão.

15. Posso usar inseticidas diariamente contra o Aedes?
Pode. A maioria dos aerossóis domésticos possui piretróide que, segundo alguns especialistas, é uma substância menos tóxica para as pessoas. De qualquer maneira, os inseticidas não devem ser borrifados diretamente em pessoas, animais e plantas.

16. Posso usar repelentes corporais?
Pode, mas com cautela. Existem apresentações em creme, loção ou aerossol. Aqueles que contêm DEET formam uma camada protetora sobre a pele. Alguns repelentes têm MGK e PVO, que são substâncias que potencializam os efeitos dos repelentes. Devem ser usados com moderação. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos. Repelentes corporais podem causar reações alérgicas na pele. Em crianças, usa apenas os repelentes indicados para elas.

17. O Aedes também se desenvolve em piscinas?
Só em água de piscinas abandonadas. Se a água for tratada, com pH adequado e clorada, não há qualquer risco de desenvolvimento de larvas do Aedes. É recomendável limpar as bordas das piscinas periodicamente pois podem servir como depósito para ovos do mosquito.

18. Os aquários também são criadouros do Aedes?
Não. As larvas dos mosquitos são o prato preferido dos peixes.

19. Colocar pó de café nos pratinhos de plantas impede o desenvolvimento das larvas do mosquito?
Não existe comprovação da ação larvicida da borra de café.

20. Água sanitária e fumo de rolo têm ação sobre os focos?
Não existe comprovação da eficácia. É prudente não confiar.

21. E quanto ao uso de velas?
Defensores do uso de velas de andiroba e citronela para afastar os mosquitos recomendam que o mesmo seja feito em ambientes fechados. Não há comprovação científica da eficácia das velas. É melhor ser prudente.

22. O ar condicionado ajuda a afastar o mosquito?
Sim, pois o Aedes não gosta de frio.

23. É verdade que o complexo B afasta o mosquito?
O complexo B realmente altera a composição do suor do corpo humano e, segundo o relato de alguns pesquisadores, sua eliminação pela pele tem ação repelente. No entanto, há controvérsias entre os médicos quanto a esta ação.

24. A Dengue é mais comum na região serrana ou no litoral?
No litoral, embora o mosquito esteja apresentando um alto grau de adaptação a ambientes e condições que anteriormente repelia.

Dengue Prevenção

Como prevenir a dengue

  • Evite ter bromélias em casa. Substitua-as por outras plantas que não acumulem água. Se preferir mantê-las, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
  • Coloque areia até a borda de pratinhos de vasos de planta dentro e fora de casa.
  • Coloque em um saco plástico, feche bem e jogue no lixo: tampinhas de garrafa, cascas de ovo, latinhas, embalagens e copos plásticos, ou qualquer objeto que possa acumular o mínimo de água.
  • Para as lixeiras dentro e fora de casa, feche bem o saco plástico e mantenha a lixeira tampada.
  • Vasilhames para água e comida de animais domésticos. Lave-os pelo menos uma vez por semana com escova.
  • Evite acumular entulhos. Eles podem se tornar foco do mosquito da Dengue.
  • Tonéis, barris e depósitos de água. Escove com sabão as paredes internas e tampe com telas aqueles que não têm tampa própria. Fundamental que quaisquer coleções de água estejam perfeitamente vedadas.
  • Calhas para água de chuva. Verifique se não estão entupidas. Remova folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento de água.
  • Lajes. Retire sempre a água acumulada.
  • Pneus. Guarde-os secos em local coberto. Se não for possível, coloque areia em todos aqueles que podem acumular água.
  • Suporte de garrafões de água mineral. Lave-os bem sempre que trocar os garrafões.
  • Caixas d’água e cisternas devem ser perfeitamente vedadas. Grandes coleções de água são os principais focos do mosquito da Dengue.

Mais dicas:

  • Bandejas de ar condicionado. Verifique se não estão com acúmulo de água.
  • Armadilhas devem ser postas apenas pelo poder público. Elas podem causar grande infestação.
  • Vasos sanitários. Deixe a tampa sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga uma vez por semana. Use água sanitária com frequência em qualquer grande reserva de água sem consumo humano.
  • Ralos. Verifique se há entupimento e se não for utilizá-los, mantenha-os vedados.
  • Bandejas externas de geladeiras. Retire sempre a água e esfregue a bandeja com água e sabão.
  • Cacos de vidro no muro. Coloque areia ou cimento em todos aqueles que podem acumular água.
  • Lagos artificiais. Mantenha-os sempre limpos e crie peixes que comam
  • larva de mosquito.
  • Piscinas. Trate a água com cloro. Limpe uma vez por semana. Esfregue
  • bem as bordas da piscina na altura da linha d’água.
  • Ao menor sinal da Dengue, procure orientação médica. O risco de morte
  • cai muito quando a doença é identificada em sua fase inicial.

Mosquito da Dengue

O mosquito da Dengue, muito parecido com o pernilongo, é menor que um mosquito comum (5 a 7 milímetros), de cor escura, rajado, com listras brancas no corpo e nas patas. Chama-se Aedes aegypti, por ter sido identificado no Egito. O nome significa “o indesejável do Egito”.

Curiosamente, somente a fêmea precisa do sangue humano para seu desenvolvimento; o macho alimenta-se de frutas. Portanto, somente as fêmeas irão transmitir a Dengue.

O Aedes aegypti ataca somente durante o dia, geralmente de manhã ou no final da tarde.

Existe apenas esse tipo de Aedes?

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Não. Existem dezenas de espécies de Aedes. Eis apenas alguns exemplos:

Aedes aegypti – é um mosquito urbano. Vive nas casas ou próximo a elas. Transmite a febre amarela urbana e a Dengue. Pode transmitir também filariose
e encefalite.

Aedes africanus – é um mosquito que vive nas matas e que ataca os macacos.
É vetor da febre amarela silvestre.

Aedes pseudoscutellaris – espécie das ilhas do Pacífico. É o vetor da filariose.

Aedes canadensis – espécie Norte Americana. Vetor da encefalite eqüina.

Aedes togoi – espécie do Japão. Vetor da filariose.

Aedes albopictus – Mosquito encontrado no Rio. É capaz de transmitir Dengue, embora não haja registro no Brasil. Mas em outros lugares do mundo,
ele é transmissor.

Qual é a relação entre o Aedes e a temperatura ambiente?

A temperatura mais favorável para o desenvolvimento da larva é entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes diminui sua atividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre.

Ciclo de Reprodução

No Brasil, o mosquito transmissor da Dengue é o Aedes aegypti. Seu ciclo de vida compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.

OVO – Os ovos do Aedes aegypti medem cerca de 1 mm de comprimento e são depositados um a um pela fêmea em recipientes de água parada, na sua superfície. Lá eles aderem à parede interna desses recipientes imediatamente após serem depositados. Os ovos, até então brancos, adquirem a cor negra brilhante. O desenvolvimento completo do embrião se dá em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e alta temperatura. Completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir por mais de ano, mesmo longe da água (o que chamamos resistência à dessecação). Após esse período, se colocado em contado com locais úmidos, pode haver a eclosão. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, o que o torna o principal meio de proliferação e dispersão do mosquito.

LARVA – Fase que antecede a pupa, as larvas alimentam-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. A duração da fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25 a 29ºC) e boa alimentação, pode chegar a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas. Movimenta-se em forma de serpente, como um “S”. É sensível a movimentos bruscos na água, movimenta-se com rapidez e se refugia no fundo do recipiente.

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PUPA – A pupa não se alimenta, apenas respira e raramente é afetada pela ação de larvicidas. A duração da fase pupal, em condições favoráveis de temperatura, é de aproximadamente dois dias. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto.

Mosquito dengue ADULTO – Na fase adulta, já formado o mosquito, macho e fêmea alimentam-se de néctar e sulcos vegetais até a fase de acasalamento (uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida). A partir daí, a fêmea necessita de sangue para a maturação dos ovos. A busca por esse alimento ocorre, geralmente, durante o dia – nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. Em regiões tropicais, como o Brasil, o fato de ocorrerem chuvas constantes aumenta significativamente o número de mosquitos.

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Dengue Tratamento

Ao ser observado o primeiro sintoma da Dengue, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. Só depois de consultar um médico, alguns cuidados devem ser tomados, como:

Manter-se em repouso.
Beber muito líquido (inclusive soro caseiro).
E só usar medicamentos prescritos pelo médico,
para aliviar as dores e a febre.

A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da Dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea.