Organização dos serviços
No Brasil, desde o ano de 1986, epidemias de dengue são registradas quase que anualmente; no entanto, comumente observamos cm muitos gestores, profissionais de saúde e meios de comunicação certa perplexidade diante dessas epidemias, mostrando-se surpresos com a ocorrência e a magnitude das mesmas.
Por outro lado, as justificativas para as elevadas taxas de letalidade, observadas durante as epidemias de dengue, invariavelmente apontam para uma “maior agressividade” do sorotipo circulante, que isoladamente não explica a maioria dos óbitos registrados.
A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas permite afirmar que nem as epidemias são imprevisíveis, nem as altas taxas de letalidade imutáveis.
Sendo as epidemias eventos previsíveis, nada mais lógico que organizar a rede de serviços de saúde com a antecedência e o planejamento que o problema exige. A elaboração de planos de contingência1 antes do início das epidemias, certamente, contribuirá de maneira decisiva para a redução da letalidade.
Segundo Torres (2006),
“Tão importante quanto evitar a transmissão de dengue é a preparação dos sistemas de saúde para atender adequadamente os doentes e evitar sua morte. Um bom administrador de saúde é capaz de salvar mais vidas durante uma epidemia de dengue que os médicos e intensivistas”..
A seguir são apresentadas algumas diretrizes para a organização da rede de serviços de saúde, cujo objetivo final é a redução da letalidade.
Comments are closed.