Diagnóstico Diferencial


Dengue clássica:
considerando que a dengue tem um amplo espectro clínico,
as principais doenças a serem consideradas no diagnóstico
diferencial são: gripe, rubéola, sarampo e outras infecções virais,
bacterianas e exantemáticas.

Febre Hemorrágica da Dengue – FHD:
no início da fase febril, o diagnóstico diferencial deve ser feito
com outras infecções virais e bacterianas e, a partir do 3º
ou 4º dia, com choque endotóxico decorrente de infecção
bacteriana ou meningococcemia.
As doenças a serem consideradas são: leptospirose, febre
amarela, malária, hepatite infecciosa, influenza, bem como outras
febres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou carrapatos.

Diagnóstico Laboratorial
Exames Específicos
A comprovação laboratorial das infecções pelo vírus da
dengue faz-se pelo isolamento do agente ou pelo emprego
de métodos sorológicos – demonstração da presença
de anticorpos da classe IgM em única amostra de soro
ou aumento do título de anticorpos IgG em amostras
pareadas (conversão sorológica).
Isolamento: é o método mais específico para determinação do
sorotipo responsável pela infecção. A coleta de sangue
deverá ser feita em condições de assepsia, de preferência
no terceiro ou quarto dia do ínicio dos sintomas. Após o
término dos sintomas não se deve coletar sangue para
isolamento viral.
Sorologia: os testes sorológicos complementam o isolamento do
vírus e a coleta de amostra de sangue deverá ser feita após
o sexto dia do início da doença.
Obs.: não congelar o sangue total, nem encostar o frasco
diretamente no gelo para evitar hemólise. Os tubos ou
frascos encaminhados ao laboratório deverão ter rótulo com
nome completo do paciente e data da coleta da amostra,
preenchido a lápis para evitar que se torne ilegível ao
contato com a água.