Posts tagged Sobre a Dengue
Dúvidas Dengue
Apr 25th
1. O que é Dengue?
A Dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti.
2. Quanto tempo depois de ser picado aparece a doença?
Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.
3. Quais são os sintomas da Dengue?
Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça.Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e em alguns casos, sangramento, mais comum na gengiva.
4. O que devo fazer se aparecer alguns desses sintomas?
Buscar o serviço de saúde mais próximo.
5. Como é feito o tratamento da Dengue?
Não há tratamento específico para o paciente com Dengue clássica. O médico deve tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e beba bastante líquido. Já os pacientes com Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o 3º dia da doença. A pessoa deixa de ter febre e isso leva a uma falsa sensação de melhora, mas em seguida o quadro clínico do paciente piora. Em casos menos graves, quando o vômito ameaçar causar desidratação, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. Alguns dos sintomas da Dengue só podem ser diagnosticados por um médico.
6. A pessoa que pegar Dengue pode morrer?
Sim. A Dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo, a pessoa não corre risco de morte.
7. Quais os cuidados para não se pegar Dengue?
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos nesse local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo o que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.
8. O que devo fazer para evitar o mosquito da Dengue?
Para evitar o mosquito da Dengue é preciso eliminar os focos do Aedes. Use mosquiteiros e principalmente telas nas janelas. Use roupas que cubram maior parte do corpo. Veja as dicas de prevenção.
9. Depois de termos Dengue, podemos pegar novamente?
Sim, podemos, mas nunca do mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras 3 formas conhecidas do vírus da Dengue.
10. Posso pegar Dengue de uma pessoa doente?
Em hipótese alguma. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.
11. Quantos tipos de vírus da Dengue existem?
São conhecidos 4 sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.
12. Existe vacina contra a Dengue?
Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme nesse propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a Dengue em 5 anos. A vacina contra a Dengue é mais complexa que as demais. A Dengue, com 4 vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.
13. Por que essa doença ocorre no Brasil?
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença. Ano passado, o mundo teve 100 milhões de casos notificados, com 80 mil óbitos.
14. Onde o Aedes aegypti gosta de ficar?
O Aedes aegypti é um mosquito caseiro. Prefere ficar em áreas fechadas e atacar na região das pernas, embaixo das mesas, próximo ao chão.
15. Posso usar inseticidas diariamente contra o Aedes?
Pode. A maioria dos aerossóis domésticos possui piretróide que, segundo alguns especialistas, é uma substância menos tóxica para as pessoas. De qualquer maneira, os inseticidas não devem ser borrifados diretamente em pessoas, animais e plantas.
16. Posso usar repelentes corporais?
Pode, mas com cautela. Existem apresentações em creme, loção ou aerossol. Aqueles que contêm DEET formam uma camada protetora sobre a pele. Alguns repelentes têm MGK e PVO, que são substâncias que potencializam os efeitos dos repelentes. Devem ser usados com moderação. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos. Repelentes corporais podem causar reações alérgicas na pele. Em crianças, usa apenas os repelentes indicados para elas.
17. O Aedes também se desenvolve em piscinas?
Só em água de piscinas abandonadas. Se a água for tratada, com pH adequado e clorada, não há qualquer risco de desenvolvimento de larvas do Aedes. É recomendável limpar as bordas das piscinas periodicamente pois podem servir como depósito para ovos do mosquito.
18. Os aquários também são criadouros do Aedes?
Não. As larvas dos mosquitos são o prato preferido dos peixes.
19. Colocar pó de café nos pratinhos de plantas impede o desenvolvimento das larvas do mosquito?
Não existe comprovação da ação larvicida da borra de café.
20. Água sanitária e fumo de rolo têm ação sobre os focos?
Não existe comprovação da eficácia. É prudente não confiar.
21. E quanto ao uso de velas?
Defensores do uso de velas de andiroba e citronela para afastar os mosquitos recomendam que o mesmo seja feito em ambientes fechados. Não há comprovação científica da eficácia das velas. É melhor ser prudente.
22. O ar condicionado ajuda a afastar o mosquito?
Sim, pois o Aedes não gosta de frio.
23. É verdade que o complexo B afasta o mosquito?
O complexo B realmente altera a composição do suor do corpo humano e, segundo o relato de alguns pesquisadores, sua eliminação pela pele tem ação repelente. No entanto, há controvérsias entre os médicos quanto a esta ação.
24. A Dengue é mais comum na região serrana ou no litoral?
No litoral, embora o mosquito esteja apresentando um alto grau de adaptação a ambientes e condições que anteriormente repelia.
Dengue Prevenção
Apr 25th
Como prevenir a dengue
- Evite ter bromélias em casa. Substitua-as por outras plantas que não acumulem água. Se preferir mantê-las, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
- Coloque areia até a borda de pratinhos de vasos de planta dentro e fora de casa.
- Coloque em um saco plástico, feche bem e jogue no lixo: tampinhas de garrafa, cascas de ovo, latinhas, embalagens e copos plásticos, ou qualquer objeto que possa acumular o mínimo de água.
- Para as lixeiras dentro e fora de casa, feche bem o saco plástico e mantenha a lixeira tampada.
- Vasilhames para água e comida de animais domésticos. Lave-os pelo menos uma vez por semana com escova.
- Evite acumular entulhos. Eles podem se tornar foco do mosquito da Dengue.
- Tonéis, barris e depósitos de água. Escove com sabão as paredes internas e tampe com telas aqueles que não têm tampa própria. Fundamental que quaisquer coleções de água estejam perfeitamente vedadas.
- Calhas para água de chuva. Verifique se não estão entupidas. Remova folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento de água.
- Lajes. Retire sempre a água acumulada.
- Pneus. Guarde-os secos em local coberto. Se não for possível, coloque areia em todos aqueles que podem acumular água.
- Suporte de garrafões de água mineral. Lave-os bem sempre que trocar os garrafões.
- Caixas d’água e cisternas devem ser perfeitamente vedadas. Grandes coleções de água são os principais focos do mosquito da Dengue.
Mais dicas:
- Bandejas de ar condicionado. Verifique se não estão com acúmulo de água.
- Armadilhas devem ser postas apenas pelo poder público. Elas podem causar grande infestação.
- Vasos sanitários. Deixe a tampa sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga uma vez por semana. Use água sanitária com frequência em qualquer grande reserva de água sem consumo humano.
- Ralos. Verifique se há entupimento e se não for utilizá-los, mantenha-os vedados.
- Bandejas externas de geladeiras. Retire sempre a água e esfregue a bandeja com água e sabão.
- Cacos de vidro no muro. Coloque areia ou cimento em todos aqueles que podem acumular água.
- Lagos artificiais. Mantenha-os sempre limpos e crie peixes que comam
- larva de mosquito.
- Piscinas. Trate a água com cloro. Limpe uma vez por semana. Esfregue
- bem as bordas da piscina na altura da linha d’água.
- Ao menor sinal da Dengue, procure orientação médica. O risco de morte
- cai muito quando a doença é identificada em sua fase inicial.
Sintomas Dengue
Apr 25th
Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam entre 3 a 15 dias, mas em média de 5 a 6 dias. É só depois desse período que os seguintes sintomas começam a aparecer:
Dengue Clássica
- Febre alta com início súbito.
- Forte dor de cabeça.
- Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
- Perda do paladar e apetite.
- Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
- Náuseas e vômitos.
- Tonturas.
- Extremo cansaço.
- Moleza e dor no corpo.
- Muitas dores nos ossos e articulações.
Dengue hemorrágica
Os sintomas da Dengue hemorrágica são os mesmos da Dengue comum.
A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
- Dores abdominais fortes e contínuas.
- Vômitos persistentes.
- Pele pálida, fria e úmida.
- Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
- Manchas vermelhas na pele.
- Sonolência, agitação e confusão mental.
- Sede excessiva e boca seca.
- Pulso rápido e fraco.
- Dificuldade respiratória.
- Perda de consciência.
Na Dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.
Em caso de suspeita de Dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o posto de saúde mais próximo.
NÃO HÁ GRAVIDADE NA PRIMOINFECÇÃO PELO VÍRUS DO DENGUE.
Apr 23rd
NÃO HÁ GRAVIDADE NA PRIMOINFECÇÃO PELO VÍRUS DO DENGUE.
Acreditar que a primo-infecção por dengue será sempre benigna e que, em virtude da chamada “infecção seqüencial”, qualquer infecção secundária evoluirá com gravidade é erro grave na abordagem do paciente com dengue.
Para explicar a origem das alterações que levam ao surgimento do dengue hemorrágico foram elaboradas algumas hipóteses, a mais conhecida delas a chamada “teoria da infecção seqüencial”.
A infecção por dengue provoca imunidade permanente contra o”sorotipo infectante (homóloga) e imunidade transitória, que dura de dois a três meses contra os demais.
Segundo a teoria da infecção seqüencial, a etiopatogenia do dengue hemorrágico está centrada na presença de anticorpos heterólogos antidenguc da classe IgG, adquiridos ativa ou passivamente (pela placenta), existentes em concentrações subneutralizantes e que formam complexos imunes com os vírus. Os complexos imunes, uma vez ligados aos fagócitos mononucleares, são rapidamente internalizados, resultando em infecção celular seguida de replicação virai. Em outras palavras, os
anticorpos em concentrações subneutralizantes impedem a reinfecção pelo mesmo sorotipo que estimulou a sua produção e, paradoxalmente, facilitam a infecção por outros sorotipos.
Entretanto, o papel decisivo.do fenômeno da imunoamplificação da infecção por meio dos anticorpos, durante infecção secundária, não é uma formulação consensual, até porque a febre hemorrágica do dengue e a síndrome do choque por dengue têm sido relatadas em casos de infecção primária.
Além da teoria da infecção seqüencial, existe a chamada “hipótese integral”, segundo a qual a ocorrência do dengue hemorrágico dependeria da conjunção de fatores individuais, epidemiológicos e do próprio vírus, ;
Entre os fatores individuais de risco estão a co-existência de doenças crônicas como diabetes mellitus, asma brônquica, colagenoses e hipertensão arterial, idade inferior a 15 anos, presença de anticorpos contra dengue de infecção anterior e resposta individual do hospedeiro.
Densidade elevada do vetor, população susceptível, infecção seqüencial, sobretudo quando a segunda infecção ocorre até cinco anos após a primeira, seqüência dos vírus infectantes (DEN-1 seguido pelo DEN-2) e circulação dos vírus em grande intensidade são descritos com fatores epidemiológicos de risco para a ocorrência das formas graves do dengue (FHD/SCD).
A virulência da cepa e o próprio sorotipo são os fatores do vírus que podem estar relacionados à ocorrência do dengue hemorrágico.
Tipos de Dengue
Apr 20th
Descrição: a infecção por dengue causa uma doença cujo
espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros
de hemorragia e choque, podendo evoluir para o êxito letal.
Dengue clássica:
o quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a
febre alta (39° a 40°), de início abrupto, seguida de cefaléia,
mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital,
náuseas, vômitos, exantema e prurido cutâneo. Hepatomegalia
dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento
da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência,
da idade do paciente.
A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente
nas crianças. Os adultos podem apresentar pequenas
manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe,
gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e
metrorragia. A doença tem uma duração de 5 a 7 dias. Com o
desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas,
podendo ainda persistir a fadiga.
Febre Hemorrágica da Dengue (FHD):
os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica,
porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas
e/ou derrames cavitários e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou
choque. Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta,
fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência
circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia
com hemoconcentração concomitante. A principal característica
fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão
do plasma, que se manifesta através de valores crescentes
do hematócrito e da hemoconcentração.
Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente
encontrada é a prova do laço positiva. A prova do laço consiste em
se obter, através do esfignomanômetro, o ponto médio entre a
pressão arterial máxima e mínima do paciente, mantendo-se esta
pressão por 5 minutos; quando positiva aparecem petéquias sob o
aparelho ou abaixo do mesmo. Se o número de petéquias for de
20 ou mais em um quadrado desenhado na pele com 2,3 cm de
lado, essa prova é considerada fortemente positiva.
Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre
entre o 3º e 7º dia de doença, precedido por um ou mais
sinais de alerta. O choque é decorrente do aumento da
permeabilidade vascular seguido de hemoconcentração
e falência circulatória. É de curta duração e pode levar
ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida
após terapia anti-choque apropriada.
Suscetibilidade e Imunidade
Apr 20th
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente.
A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária e secundária. A resposta primária se dá em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus e o título
de anticorpos se eleva lentamente. A resposta secundária se dá em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiverem infecção prévia por flavivírus e o título de anticorpos se eleva rapidamente em níveis bastante altos. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente
esclarecida.
Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência
1. Relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa
infectante, de modo que as formas mais graves sejam
resultantes de cepas extremamente virulentas.
2. Na Teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções
seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue,
num período de 3 meses a 5 anos. Nessa teoria, a resposta
imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta
numa forma mais grave da doença.
3. Uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por
autores cubanos, segundo a qual se aliam vários fatores de
risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação
desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência
da FHD.
Erros sobre a dengue
Apr 20th
DEVE-SE ESPERAR QUE O PACIENTE APRESENTE FEBRE, SANGRAMENTO ESPONTÂNEO, TROMBOCITOPENIA (plaquetas< 100.000/ mm3) E HEMOCONCENTRAÇÃO OU OUTRO SINAL DE EXTRAVASAMENTO PLASMÁTICO PARA INICIARA REPOSIÇÃO VENOSA DE LÍQUIDOS.
De acordo com a OMS, os quatro critérios citados devem estarpresentes para se caracterizar a febre hemorrágica da dengue (FHD/SCD). No Brasil, por orientação do Ministério da Saúde, optou-se por uma classificação que permite avaliar o paciente de forma dinâmica, Assim, o paciente com dengue pode apresentar sinais de alerta que anunciam a iminência do choque e, nesse momento, médicos e demais profissionais de saúde devem estar sempre vigilantes para iniciar a reposição de líquidos precocemente com o objetivo de encaminhar o paciente às unidades de saúde de maior complexidade e quando necessário, na melhor condição clínica possível.
Erro: Complicações apenas com dengue hemorrágica
Apr 20th
PACIENTES COM DENGUE CLÁSSICO NÁO TÊM COMPLICAÇÕES, ESSAS SÓ OCORREM NO DENGUE HEMORRÁGICO.
E erro grave achar que as complicações só irão ocorrer em pacientes com-dengue hemorrágico, atribuindo boa evolução a todos os pacientes com dengue clássico: “a , febre do dengue incomoda, mas não mata”.
Ao dengue clássico podem se associar, e isso ocorre com relativa freqüência, alterações da função hepática, miocardite, e outras cardiopatias, assim como manifestações neurológicas que traduzem
comprometimento do sistema nervoso central. Além disso, no início da doença, não é possível saber que paciente evoluirá mal, podendo chegar ao dengue hemorrágico e à síndrome por choque do dengue.
Portanto, durante uma epidemia, todos os pacientes com suspeita de dengue devem receber atenção médica e orientação para identificação dos sinais de alerta, mantendo-se em observação durante o período febril e, pelo menos, 48 horas depois.
Erro sobre a dengue
Apr 20th
AS FORMAS GRAVES DO DENGUE SÓ OCORREM EM PACIENTES DE CLASSE SOCIAL MENOS FAVORECIDA.
Esse erro pode levar à organização do serviço de saúde de forma a capacitar médicos e enfermeiros de serviços públicos que atendem em locais mais pobres, deixando os profissionais do setor privado sem capacitação. Tal fato ocorreu em Recife, durante a epidemia de dengue de 2002, pelo sorotipo3. Nessa ocasião, a maioria dos óbitos ocorreu em hospitais da rede particular.
Em todos os países de ocorrência do dengue, houve casos graves, muitas vezes fatais, em médicos, enfermeiros, políticos, empresários, artistas, jornalistas e outros.
Sobre a dengue
Apr 20th
AS FUNÇÕES DOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DURANTE EPIDEMIAS DE DENGUE SERIAM APENAS:
A-controle do vetor para evitar transmissão da infecção;
B-oferecer tratamento sintomático aos pacientes com dengue clássico. A própria Organização Mundial de Saúde reconhece a importância do trabalho desenvolvido nas unidades de atenção primária à saúde, desfazendo esse falso conceito.
Durante as epidemias de dengue, é nos serviços de atenção primária que os pacientes e seus familiares recebem as informações necessárias sobre hidratação oral, medicamentos proibidos e, principalmente, aprendem a identificar os sinais de alerta/alarme indicativos do agravamento da doença.
Além disso, a atenção médica diária e freqüente permite identificar precocemente os casos que poderão evoluir para as formas graves, com início da reposição de líquidos antes que os sinais do choque e de outras complicações se tornem evidentes. Os intensivistas que atenderam pacientes com as formas graves de dengue durante epidemias são unânimes ao afirmar que o diagnóstico e o tratamento precoces e a condição clínica do doente ao dar entrada nas unidades de tratamento intensivo são determinantes do prognóstico final do mesmo.