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Mais uma criança vítima da dengue hemorrágica em Mato Grosso

Dengue

Após a morte de uma criança de seis meses de vida, a dengue hemorrágica continua fazendo vítimas em Mato Grosso: matou mais um menor, o o garoto J. G. O. J., de oito anos, que residia em Rondonópolis, Sul do Estado. Ele morreu na sexta-feira, após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal Infantil (PA Infantil), anexo ao Hospital Regional de Rondonópolis.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Valdecir Feltrin, nesse caso mais recente, o menino havia sido levado, inicialmente, ao PA Infantil na terça-feira (12/01). No entanto, segundo ele, os exames feitos não acusaram gravidade e, por isso, a criança voltou para casa. O secretário explicou ainda que, na quinta-feira (14/01), o menino começou a apresentar vômito, mas permaneceu em casa. Já, nesta sexta-feira, após o almoço, repassou que a mãe levou o garoto ao PSF do Monte Líbano, mas a médica já observou que a criança estava em estado de choque, sendo levada para o PA Infantil.

Valdecir Feltrin argumentou que os médicos do PA Infantil tentaram reanimar a criança e entubá-la, mas entende que a mesma deveria estar no Hospital Regional, devido à complexidade do caso. O secretário repassou que o problema é que o Hospital Regional não recebeu o garoto por falta de pediatra, já que a unidade não tem fechado uma escala contínua desse tipo de profissional. Aliás, Feltrin criticou a postura do Estado em insistir que o PA Infantil seja referência de alta complexidade na área pediátrica. “O Regional está entendendo assim, mas a referência [de alta complexidade] são eles”, avaliou, observando que o PA Infantil é referência apenas para baixa complexidade.

Diante da ausência do Estado, Feltrin externou que agora o Município também vai ter de se preocupar em montar uma estrutura especial para atendimento às crianças. Mesmo assim, alertou que a dengue é uma doença traiçoeira. Tanto é que lembrou que a doença é confirmada, via exame, apenas no quinto dia após o início dos sintomas. Nesse sentido, externou que deve haver um monitoramento constante da evolução dos sintomas, sendo importante que as pessoas busquem rapidamente o atendimento médico.

Dengue Prevenção

Como prevenir a dengue

  • Evite ter bromélias em casa. Substitua-as por outras plantas que não acumulem água. Se preferir mantê-las, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
  • Coloque areia até a borda de pratinhos de vasos de planta dentro e fora de casa.
  • Coloque em um saco plástico, feche bem e jogue no lixo: tampinhas de garrafa, cascas de ovo, latinhas, embalagens e copos plásticos, ou qualquer objeto que possa acumular o mínimo de água.
  • Para as lixeiras dentro e fora de casa, feche bem o saco plástico e mantenha a lixeira tampada.
  • Vasilhames para água e comida de animais domésticos. Lave-os pelo menos uma vez por semana com escova.
  • Evite acumular entulhos. Eles podem se tornar foco do mosquito da Dengue.
  • Tonéis, barris e depósitos de água. Escove com sabão as paredes internas e tampe com telas aqueles que não têm tampa própria. Fundamental que quaisquer coleções de água estejam perfeitamente vedadas.
  • Calhas para água de chuva. Verifique se não estão entupidas. Remova folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento de água.
  • Lajes. Retire sempre a água acumulada.
  • Pneus. Guarde-os secos em local coberto. Se não for possível, coloque areia em todos aqueles que podem acumular água.
  • Suporte de garrafões de água mineral. Lave-os bem sempre que trocar os garrafões.
  • Caixas d’água e cisternas devem ser perfeitamente vedadas. Grandes coleções de água são os principais focos do mosquito da Dengue.

Mais dicas:

  • Bandejas de ar condicionado. Verifique se não estão com acúmulo de água.
  • Armadilhas devem ser postas apenas pelo poder público. Elas podem causar grande infestação.
  • Vasos sanitários. Deixe a tampa sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga uma vez por semana. Use água sanitária com frequência em qualquer grande reserva de água sem consumo humano.
  • Ralos. Verifique se há entupimento e se não for utilizá-los, mantenha-os vedados.
  • Bandejas externas de geladeiras. Retire sempre a água e esfregue a bandeja com água e sabão.
  • Cacos de vidro no muro. Coloque areia ou cimento em todos aqueles que podem acumular água.
  • Lagos artificiais. Mantenha-os sempre limpos e crie peixes que comam
  • larva de mosquito.
  • Piscinas. Trate a água com cloro. Limpe uma vez por semana. Esfregue
  • bem as bordas da piscina na altura da linha d’água.
  • Ao menor sinal da Dengue, procure orientação médica. O risco de morte
  • cai muito quando a doença é identificada em sua fase inicial.

Sintomas Dengue

Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam entre 3 a 15 dias, mas em média de 5 a 6 dias. É só depois desse período que os seguintes sintomas começam a  aparecer:

Dengue Clássica

  • Febre alta com início súbito.
  • Forte dor de cabeça.
  • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
  • Perda do paladar e apetite.
  • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
  • Náuseas e vômitos.
  • Tonturas.
  • Extremo cansaço.
  • Moleza e dor no corpo.
  • Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue hemorrágica

Os sintomas da Dengue hemorrágica são os mesmos da Dengue comum.
A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:

  • Dores abdominais fortes e contínuas.
  • Vômitos persistentes.
  • Pele pálida, fria e úmida.
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
  • Manchas vermelhas na pele.
  • Sonolência, agitação e confusão mental.
  • Sede excessiva e boca seca.
  • Pulso rápido e fraco.
  • Dificuldade respiratória.
  • Perda de consciência.

Na Dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.

Em caso de suspeita de Dengue, sempre procurar, o mais rápido possível, o posto de saúde mais próximo.

Erro: Complicações apenas com dengue hemorrágica

PACIENTES COM DENGUE CLÁSSICO NÁO TÊM COMPLICAÇÕES, ESSAS SÓ OCORREM NO DENGUE HEMORRÁGICO.
E erro grave achar que as complicações só irão ocorrer em pacientes com-dengue hemorrágico, atribuindo boa evolução a todos os pacientes com dengue clássico: “a , febre do dengue incomoda, mas não mata”.
Ao dengue clássico podem se associar, e isso ocorre com relativa freqüência, alterações da função hepática, miocardite, e outras cardiopatias, assim como manifestações neurológicas que traduzem
comprometimento do sistema nervoso central. Além disso, no início da doença, não é possível saber que paciente evoluirá mal, podendo chegar ao dengue hemorrágico e à síndrome por choque do dengue.
Portanto, durante uma epidemia, todos os pacientes com suspeita de dengue devem receber atenção médica e orientação para identificação dos sinais de alerta, mantendo-se em observação durante o período febril e, pelo menos, 48 horas depois.