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Casos de dengue sobem 109% em 2010, para 108,6 mil registros
Feb 27th
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (26) que o número de casos de dengue registrados no país neste ano, entre 1o. de janeiro e 13 de fevereiro, somaram 108,64 mil registros, o que significa um crescimento de 109% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram detectados 51,87 mil casos no país. A dengue é trasmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti.
O coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, negou que haja uma epidemia da doença no país – que se caracteriza pelo aparecimento de casos em todos os municípios do Brasil. Ele não afastou, porém, a possibilidade da eclosão de uma epidemia de dengue neste ano. “Existe o risco”, afirmou a jornalistas.
Razões do aumento
Segundo Giovanini Coelho, algumas variáveis podem explicar a elevação no número de casos registrados no país, como o alto volume de chuvas e, também, as altas temperaturas registradas.
Ele admitiu, entretanto, que esse crescimento de casos é um dado que “preocupa” o governo. “Por isso, temos que intensificar as ações de combate à doença e alertar a população e os gestores”, disse Coelho.
“A população tem de cuidar sempre dentro de seus ambientes domésticos e evitar o acúmulo de água parada. Também tem de proteger os depósitos de água existentes. São medidas universais”, acrescentou o coordenador do Programa de Dengue.
Número de mortes cai
Apesar do forte aumento de mais de 100% no número de casos detectados nas seis primeiras semanas deste ano, o Ministério da Saúde informou que o número de mortes decorrentes da doença caiu em 2010. Na parcial deste ano, até 13 de fevereiro, foram registradas 21 mortes, contra 31 óbitos em igual período de 2009. “O número de óbitos pode sofrer alterações, uma vez que todas as mortes por suspeita de dengue são submetidas a investigação laboratorial”, informou o governo.
Retorno do sorotipo DEN-1
De acordo com o Ministério da Saúde, outro fator que tem contribuído para o aumento no número de casos de dengue neste ano é a circulação do sorotipo viral conhecido como “DEN-1″, que circulou com maior intensidade na década de 90.
De acordo com o governo, esse sorotipo viral voltou a predominar em alguns estados, e é um fator que pode contribuiu para que se estabeleça uma epidemia da doença no Brasil. De acordo com Coelho, do Ministério da Saúde, todas as epidemias que já existiram se deveram ao aparecimento de um novo sorotipo, ou ao retorno de um sorotipo viral que não circulava há muito tempo.
“Há um contingente muito grande de pessoas que não estão imunizadas contra o sorotipo DEN-1, em especial crianças e adolescentes”, disse Giovanini Coelho. O Ministério da Saúde informou que já alertou a todas unidades da federação sobre o retorno desse sorotipo.
Concentração em 5 estados
Dados do governo mostram ainda que cinco estados concentram “alta incidência” de registros da doença, com 77,11 mil notificações registradas, ou seja, 71% das detecções. São eles: Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Acre.
Segundo o Ministério da Saúde, 34% das notificações concentram-se em cinco municípios: Campo Grande (MS), com 12,7 mil casos detectados; Goiânia (GO), com 12,31 mil registros; Aparecida de Goiânia (GO), com 3,28 mil casos; Rio Branco (AC), com 5,05 mil registros; e Porto Velho (RO), com a detecção de 3,41 mil pessoas infectadas.
Alerta
Diante da situação, o Ministério da Saúde informa que foi encaminhado um alerta aos governadores de todos os estados nordestinos, cujo maior período de transmissão para esta região do país começa em março, e também prefeitos das capitais da região Nordeste, recomendando a intensificação das ações para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti e a articulação com a limpeza urbana, saneamento e meio ambiente.
Ribeirão Preto-SP enfrenta epidemia de dengue
Jan 18th
São Paulo – Ribeirão Preto, a cerca de 340 quilômetros de São Paulo, vive uma epidemia de dengue, com 105 casos confirmados desde o dia 1º deste mês. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a cada dez exames realizados, quatro são positivos. Há ainda outros cerca de 150 casos suspeitos, que dependem de exames.
Em todo o mês de janeiro do ano passado, a cidade registrou 41 casos da doença, de acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde. A pasta informou que, nos próximos meses, três regiões devem receber especial atenção da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) – Araçatuba, São José do Rio Preto e Ribeirão. O calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Cidades que registraram alto índice de Breteau – usado para medir a infestação por larvas do mosquito – vão receber campanhas de conscientização sobre o Aedes. Potim, a 170 quilômetros da capital paulista, registrou um índice quatro vezes maior que a segunda cidade no ranking e mereceu uma análise especial da Sucen.
Também receberão campanhas informativas Francisco Morato, Iguape, Guarujá, Conchas, Mococa, São Joaquim da Barra, Três Fronteiras, Araçatuba, Presidente Venceslau, Bauru e o bairro de Vila Sônia, em São Paulo.
Prevenção da Dengue
A Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto tenta acabar com os focos do mosquito por meio de uma força-tarefa, mas enfrenta dificuldades porque 28% das casas ficam fechadas. Para ter mais rapidamente o resultado dos exames, os agentes de saúde também montaram uma espécie de brigada. Eles percorrem as unidades de atendimento duas vezes ao dia recolhendo as amostras de sangue de pessoas com suspeita de dengue e encaminham ao laboratório municipal.
“Nos organizamos para uma situação de emergência. Dobramos a carga horária para dar conta da demanda porque estamos recebendo uma média de 40 exames por dia”, disse a encarregada do laboratório, a biomédica Elaine Manini Minto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Mais uma criança vítima da dengue hemorrágica em Mato Grosso
Jan 18th
Dengue
Após a morte de uma criança de seis meses de vida, a dengue hemorrágica continua fazendo vítimas em Mato Grosso: matou mais um menor, o o garoto J. G. O. J., de oito anos, que residia em Rondonópolis, Sul do Estado. Ele morreu na sexta-feira, após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal Infantil (PA Infantil), anexo ao Hospital Regional de Rondonópolis.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Valdecir Feltrin, nesse caso mais recente, o menino havia sido levado, inicialmente, ao PA Infantil na terça-feira (12/01). No entanto, segundo ele, os exames feitos não acusaram gravidade e, por isso, a criança voltou para casa. O secretário explicou ainda que, na quinta-feira (14/01), o menino começou a apresentar vômito, mas permaneceu em casa. Já, nesta sexta-feira, após o almoço, repassou que a mãe levou o garoto ao PSF do Monte Líbano, mas a médica já observou que a criança estava em estado de choque, sendo levada para o PA Infantil.
Valdecir Feltrin argumentou que os médicos do PA Infantil tentaram reanimar a criança e entubá-la, mas entende que a mesma deveria estar no Hospital Regional, devido à complexidade do caso. O secretário repassou que o problema é que o Hospital Regional não recebeu o garoto por falta de pediatra, já que a unidade não tem fechado uma escala contínua desse tipo de profissional. Aliás, Feltrin criticou a postura do Estado em insistir que o PA Infantil seja referência de alta complexidade na área pediátrica. “O Regional está entendendo assim, mas a referência [de alta complexidade] são eles”, avaliou, observando que o PA Infantil é referência apenas para baixa complexidade.
Diante da ausência do Estado, Feltrin externou que agora o Município também vai ter de se preocupar em montar uma estrutura especial para atendimento às crianças. Mesmo assim, alertou que a dengue é uma doença traiçoeira. Tanto é que lembrou que a doença é confirmada, via exame, apenas no quinto dia após o início dos sintomas. Nesse sentido, externou que deve haver um monitoramento constante da evolução dos sintomas, sendo importante que as pessoas busquem rapidamente o atendimento médico.
Sergipe tem primeiro caso de dengue hemorrágica
Mar 2nd
ARACAJU – O menino Davi Alves de Souza, de 1 anos e 5 meses, que está internado no Hospital João Alves (HUSE), é o primeiro de dengue hemorrágica em Sergipe registrado este ano. Segundo as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde já há vários casos da doença notificados, mas nenhum havia sido confirmado. O caso revela que a população não está tomando os cuidados para evitar o surgimento de focos do mosquito Aedes Aegypti.
O Bairro Atalaia, por exemplo, é um dos que podem ter maior incidência de focos. Isso por conta do grande número de terrenos baldios, com lixo acumulado. De acordo com o que foi noticiado pelo Emsergipe.com no último dia 16, nessa região é possível observar a existência de copos descartáveis, garrafas pet, caixas de isopor, e até pneus jogados nos terrenos, numa rápida ronda.
A gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá, informou que o local onde mora o menino Davi e sua família, na cidade de Lagarto, foi visitado recentemente por equipes da Vigilância Sanitária, a fim de conscientizar as famílias que moram na região. Mas para surpresa da equipe, que retornou ao local após a suspeita do caso de dengue hemorrágica, a maioria das casas tinha foco do mosquito.
- A população precisa entender que para controlar essa doença é necessário a colaboração de todos, e que 60% desse controle é a própria sociedade que deve fazer – disse ela.
Além de evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, e deixar a caixa d’água bem tampada, é necessário prestar a tenção em todos os recipientes que podem acumular água, como bandejas de gelo da geladeira ou freezer e na do ar condicionado, entre outros.