Mosquito da Dengue
Composição da água atrai mosquito
Jan 18th
A composição físico-química da água tem ligação direta com a infestação por larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A constatação foi possível depois de um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entre julho e agosto do ano passado, em Potim, município do Vale do Paraíba. Lá foi constatado o maior Índice de Breteau (valor que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada nas habitações humanas) no Estado.
Pesquisadores da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), responsável pelo auxílio aos municípios no controle da dengue, ficaram intrigados pelo fato de que apesar das ações de combate ao mosquito, a infestação permanecia alta em Potim. As caixas d’água das residências abastecidas pela prefeitura local por meio de coleta de água em poços profundos, que recebiam cloração e fluoração, apresentavam altos índices de positividade em relação à presença de larvas do Aedes aegypti. Por outro lado, nas moradias que usavam água de poços rasos ou cacimbas, o problema não existia.
Mas o mistério foi desvendado. Os pesquisadores descobriram na análise físico-química que a concentração de nitrogênio amoniacal da água da cidade ficou em 1,93 mg/l (o máximo permitido em portaria do Ministério da Saúde é 1,5 mg/l). “O estudo indicou que a alta concentração de nitrogênio amoniacal atraiu o Aedes aegypti para a oviposição. A volatilização dessa substância provavelmente foi o atrativo químico responsável pela orientação do voo das fêmeas grávidas em direção aos recipientes onde colocaram seus ovos”, disse Gisela Rita Alvarenga Marques, pesquisadora da Sucen responsável pelo estudo.
Segundo ela, o resultado da pesquisa aponta a necessidade de os municípios com captação de água de poços profundos mudarem a forma de abastecimento por intermédio da implantação de estações de tratamento de água de superfície, visando a oferecer água de melhor qualidade para a população e reduzindo os riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Mosquito da Dengue
Apr 25th
O mosquito da Dengue, muito parecido com o pernilongo, é menor que um mosquito comum (5 a 7 milímetros), de cor escura, rajado, com listras brancas no corpo e nas patas. Chama-se Aedes aegypti, por ter sido identificado no Egito. O nome significa “o indesejável do Egito”.
Curiosamente, somente a fêmea precisa do sangue humano para seu desenvolvimento; o macho alimenta-se de frutas. Portanto, somente as fêmeas irão transmitir a Dengue.
O Aedes aegypti ataca somente durante o dia, geralmente de manhã ou no final da tarde.
Existe apenas esse tipo de Aedes?

Não. Existem dezenas de espécies de Aedes. Eis apenas alguns exemplos:
Aedes aegypti – é um mosquito urbano. Vive nas casas ou próximo a elas. Transmite a febre amarela urbana e a Dengue. Pode transmitir também filariose
e encefalite.
Aedes africanus – é um mosquito que vive nas matas e que ataca os macacos.
É vetor da febre amarela silvestre.
Aedes pseudoscutellaris – espécie das ilhas do Pacífico. É o vetor da filariose.
Aedes canadensis – espécie Norte Americana. Vetor da encefalite eqüina.
Aedes togoi – espécie do Japão. Vetor da filariose.
Aedes albopictus – Mosquito encontrado no Rio. É capaz de transmitir Dengue, embora não haja registro no Brasil. Mas em outros lugares do mundo,
ele é transmissor.
Qual é a relação entre o Aedes e a temperatura ambiente?
A temperatura mais favorável para o desenvolvimento da larva é entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes diminui sua atividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre.
Ciclo de Reprodução
No Brasil, o mosquito transmissor da Dengue é o Aedes aegypti. Seu ciclo de vida compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
OVO – Os ovos do Aedes aegypti medem cerca de 1 mm de comprimento e são depositados um a um pela fêmea em recipientes de água parada, na sua superfície. Lá eles aderem à parede interna desses recipientes imediatamente após serem depositados. Os ovos, até então brancos, adquirem a cor negra brilhante. O desenvolvimento completo do embrião se dá em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e alta temperatura. Completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir por mais de ano, mesmo longe da água (o que chamamos resistência à dessecação). Após esse período, se colocado em contado com locais úmidos, pode haver a eclosão. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, o que o torna o principal meio de proliferação e dispersão do mosquito.
LARVA – Fase que antecede a pupa, as larvas alimentam-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. A duração da fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25 a 29ºC) e boa alimentação, pode chegar a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas. Movimenta-se em forma de serpente, como um “S”. É sensível a movimentos bruscos na água, movimenta-se com rapidez e se refugia no fundo do recipiente.
PUPA – A pupa não se alimenta, apenas respira e raramente é afetada pela ação de larvicidas. A duração da fase pupal, em condições favoráveis de temperatura, é de aproximadamente dois dias. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto.
Mosquito dengue ADULTO – Na fase adulta, já formado o mosquito, macho e fêmea alimentam-se de néctar e sulcos vegetais até a fase de acasalamento (uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida). A partir daí, a fêmea necessita de sangue para a maturação dos ovos. A busca por esse alimento ocorre, geralmente, durante o dia – nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. Em regiões tropicais, como o Brasil, o fato de ocorrerem chuvas constantes aumenta significativamente o número de mosquitos.

