Mosquito da Dengue
O mosquito da Dengue, muito parecido com o pernilongo, é menor que um mosquito comum (5 a 7 milímetros), de cor escura, rajado, com listras brancas no corpo e nas patas. Chama-se Aedes aegypti, por ter sido identificado no Egito. O nome significa “o indesejável do Egito”.
Curiosamente, somente a fêmea precisa do sangue humano para seu desenvolvimento; o macho alimenta-se de frutas. Portanto, somente as fêmeas irão transmitir a Dengue.
O Aedes aegypti ataca somente durante o dia, geralmente de manhã ou no final da tarde.
Existe apenas esse tipo de Aedes?

Não. Existem dezenas de espécies de Aedes. Eis apenas alguns exemplos:
Aedes aegypti - é um mosquito urbano. Vive nas casas ou próximo a elas. Transmite a febre amarela urbana e a Dengue. Pode transmitir também filariose
e encefalite.
Aedes africanus - é um mosquito que vive nas matas e que ataca os macacos.
É vetor da febre amarela silvestre.
Aedes pseudoscutellaris - espécie das ilhas do Pacífico. É o vetor da filariose.
Aedes canadensis - espécie Norte Americana. Vetor da encefalite eqüina.
Aedes togoi - espécie do Japão. Vetor da filariose.
Aedes albopictus – Mosquito encontrado no Rio. É capaz de transmitir Dengue, embora não haja registro no Brasil. Mas em outros lugares do mundo,
ele é transmissor.
Qual é a relação entre o Aedes e a temperatura ambiente?
A temperatura mais favorável para o desenvolvimento da larva é entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes diminui sua atividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre.
Ciclo de Reprodução
No Brasil, o mosquito transmissor da Dengue é o Aedes aegypti. Seu ciclo de vida compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
OVO - Os ovos do Aedes aegypti medem cerca de 1 mm de comprimento e são depositados um a um pela fêmea em recipientes de água parada, na sua superfície. Lá eles aderem à parede interna desses recipientes imediatamente após serem depositados. Os ovos, até então brancos, adquirem a cor negra brilhante. O desenvolvimento completo do embrião se dá em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e alta temperatura. Completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir por mais de ano, mesmo longe da água (o que chamamos resistência à dessecação). Após esse período, se colocado em contado com locais úmidos, pode haver a eclosão. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, o que o torna o principal meio de proliferação e dispersão do mosquito.
LARVA - Fase que antecede a pupa, as larvas alimentam-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. A duração da fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25 a 29ºC) e boa alimentação, pode chegar a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas. Movimenta-se em forma de serpente, como um “S”. É sensível a movimentos bruscos na água, movimenta-se com rapidez e se refugia no fundo do recipiente.
PUPA - A pupa não se alimenta, apenas respira e raramente é afetada pela ação de larvicidas. A duração da fase pupal, em condições favoráveis de temperatura, é de aproximadamente dois dias. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto.
Mosquito dengue ADULTO - Na fase adulta, já formado o mosquito, macho e fêmea alimentam-se de néctar e sulcos vegetais até a fase de acasalamento (uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida). A partir daí, a fêmea necessita de sangue para a maturação dos ovos. A busca por esse alimento ocorre, geralmente, durante o dia - nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. Em regiões tropicais, como o Brasil, o fato de ocorrerem chuvas constantes aumenta significativamente o número de mosquitos.

Mais sobre Dengue:
Sintomas Dengue by Dengue on April 25th, 2008
Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam entre 3 a 15 dias, mas em média de 5 a 6 dias.
Sintomas da Dengue by Dengue on April 20th, 2008
Sintomas da Dengue:
dor abdominal intensa e contínua;
vômitos persistentes;
hepatomegalia dolorosa;
derrames cavitários;
sangramentos importantes;
hipotensão arterial (PA sistólica ≤ 80 mm Hg
em < 5 anos / PA sistólica ≤ 90 mm Hg
em > 5 anos);
diminuição da pressão diferencial (diferença
entre PA sistólica e PA diastólica ≤ 20 mm Hg);
hipotensão postural (diferença entre PA sistólica
sentado e PA sistólica em pé > 10 mm Hg);
diminuição da diurese;
agitação;
letargia;
pulso rápido e fraco;
extremidades frias;
cianose;
diminuição brusca da
temperatura corpórea associada
à sudorese profusa;
taquicardia;
lipotimia; e
aumento repentino do hematócrito.
