Archive for March, 2009
Sergipe tem primeiro caso de dengue hemorrágica
Mar 2nd
ARACAJU – O menino Davi Alves de Souza, de 1 anos e 5 meses, que está internado no Hospital João Alves (HUSE), é o primeiro de dengue hemorrágica em Sergipe registrado este ano. Segundo as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde já há vários casos da doença notificados, mas nenhum havia sido confirmado. O caso revela que a população não está tomando os cuidados para evitar o surgimento de focos do mosquito Aedes Aegypti.
O Bairro Atalaia, por exemplo, é um dos que podem ter maior incidência de focos. Isso por conta do grande número de terrenos baldios, com lixo acumulado. De acordo com o que foi noticiado pelo Emsergipe.com no último dia 16, nessa região é possível observar a existência de copos descartáveis, garrafas pet, caixas de isopor, e até pneus jogados nos terrenos, numa rápida ronda.
A gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá, informou que o local onde mora o menino Davi e sua família, na cidade de Lagarto, foi visitado recentemente por equipes da Vigilância Sanitária, a fim de conscientizar as famílias que moram na região. Mas para surpresa da equipe, que retornou ao local após a suspeita do caso de dengue hemorrágica, a maioria das casas tinha foco do mosquito.
- A população precisa entender que para controlar essa doença é necessário a colaboração de todos, e que 60% desse controle é a própria sociedade que deve fazer – disse ela.
Além de evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, e deixar a caixa d’água bem tampada, é necessário prestar a tenção em todos os recipientes que podem acumular água, como bandejas de gelo da geladeira ou freezer e na do ar condicionado, entre outros.
Falta de água acaba piorando problema da dengue no Maranhão
Mar 2nd
SÃO LUÍS – No Maranhão, falhas no abastecimento de água da capital têm provocado problemas de saúde. Um deles, por causa da necessidade de armazenar água. Em boa parte de São Luís, o abastecimento é feito por caminhão-pipa. Pelos próximos dois meses, 170 comunidades da capital vão conviver com esse problema e com outro ainda mais grave. É que muita gente resolveu guardar água em recepientes sem tampas. Foi onde o mosquito da dengue encontrou o ambiente perfeito para se reproduzir.
- Eu sei que a gente tem que armazenar água, mas vamos tomar cuidado com os reservatórios de água, porque a situação está ruim – disse a agente de saúde Isabel Abreu.
Segundo o Ministério da Saúde, o armazenamento de água nestas condições é responsável por 94% dos focos de mosquito em São Luís. Em uma única lata de tinta destampada, os agentes encontraram 25 pupas, o último estágio antes de nascerem os mosquitos. Mais três dias na água e virariam insetos transmissores da dengue.
- Já pronto para picar, para eclodir, é uma tristeza – lamentou o agente de saúde Demézio Rodrigues.